Parábolas Israel Silva

A Parábola das Dez Virgens Explicação | Estudo Bíblico

A Parábola das Dez Virgens Explicação | Estudo Bíblico

O Mestre conta a parábola das dez virgens, que traz uma mensagem de despertamento espiritual e vai de encontro ao cerne da religião.

Jesus estava assentado no monte das Oliveiras, quando respondeu aos seus discípulos sobre os últimos acontecimentos próximos ao fim do mundo e a sua segunda vinda.

No casamento judaico havia um rito alegre e interessante para o cortejo que conduzia a noiva. Sob a luz de lâmpadas, cânticos e sons de instrumentos musicais se aguardava o noivo.

E as Dez Virgens desta parábola eram amigas da noiva que esperavam com ela a chegada do esposo, que por morar distante, demorou a chegar para a o início das bodas.

“Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo.”
Mateus 25:1

“E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas.”
Mateus 25:2

as dez virgens com lampadas nas mãos

As Dez Virgens Com Suas Lâmpadas Nas Mãos Aguardando O Noivo.

As virgens prudentes

“Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas.”
Mateus 25:4

As virgens prudentes tinham em estoque o azeite das boas obras. Estas, possuíam estoque de obras em amor, em sinceridade, em
quebrantamento.

E que aquecia, alimentava e mantinha acesa a chama espiritual do amor que ardia em seus corações. E não andavam em escuridão, mas eram elas
próprias a luz do mundo.

Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;”
Mateus 5:14

As virgens loucas

As virgens néscias também eram “virgens”, eram religiosas também, confiavam que sua “virgindade”, o cumprimento religioso das prescrições
rabínicas, seria o suficiente para guiá-las pelo caminho até onde o noivo estava.

“As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo.”
Mateus 25:3

A sua “virgindade” pseudo santidade, seu orgulho, a sua autossuficiência, as impediu de reconhecer que elas precisavam guardar em
depósito o amor ao próximo, a compaixão e a prática da piedade.

Historicamente, as sociedades religiosas acreditavam que a virgindade concedia às mulheres capacidades mágicas ou sagradas.

Atrelava-se
à virgindade a pureza do corpo e da alma, assim essas virgens tinham uma autopercepção de santidade pelo simples fato de serem virgens.

E ignoravam o fato de que precisavam de alguma coisa mais além disso. Por isso não guardaram o azeite precioso do amor ao próximo em
reserva.

As virgens néscias haviam decidido guardar a sua virgindade em prol de uma prática religiosa, como um meio de sacrifício auto-imposto,
visando apenas merecer por si mesmas a entrada nas bodas do cordeiro.

Porém isto não foi suficiente para manter acesa a chama da luz divina em seus corações. Por final, elas terminam na escuridão fria da
religião.

Enquanto que as virgens prudentes sabiam e reconheciam a sua incapacidade. E elas reconhecendo o seu vazio espiritual, passam a
colocar em depósito o amor.

Além da graça e a misericórdia, para que estas virtudes espirituais, como um
azeite precioso, não deixassem apagar a luz do Espírito de Deus, que alimentando a chama, queimava e brilhava suavemente em seus corações.

a parábola das dez virgens

Faltou Azeite nas Lampadas na Parábola das Dez Virgens.

À meia noite o noivo chega

É fato que Jesus faz, na parábola das dez virgens, uma descrição perfeita e profética da situação espiritual que se encontrará a humanidade, quando do tempo da sua vinda.

“Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.”
Mateus 25:6

À meia noite, ou seja, no pior momento, quando as trevas estão em toda a sua força. Jesus prediz que próximo ao fim, a humanidade estará envolvida em densas trevas de pecados.

E a chama do amor se esfriará em muitos. Mas quanto mais escuro for o ambiente, mais a luz se torna percebida.

Dai-nos do Vosso Azeite

“E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam.
Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós.”

Mateus 25:8-9

Na caminhada da espera da vida pela vinda do Noivo, não se pode deixar faltar o amor. Tem que se guardar o amor em depósito, no estoque dos corações, para que
este brilhe iluminando o caminho que conduz à salvação.

“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.”
Mateus 24:12

Ninguém poderá viver do amor do outro, pois a salvação é individual. Cada indivíduo prestará contas da sua prática de vida, se em amor, em caridade ou em prática fria, visando o reconhecimento aos olhos dos homens, tendo já recebido sua recompensa terrena.

E este óleo precioso é de um valor tão alto, que é necessário vender tudo o que se tem para poder comprá-lo. É preciso se doar por completo.

Vender tudo é se
desfazer do “eu” espiritual, se entregando para Deus em ardente prática da graça.

Mas Jesus nos deixou um alerta na parábola das dez virgens, para vivermos nesta prática santa, pois pode não dar tempo de voltar, se por ventura a deixarmos.

E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.
Mateus 25:10

“E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos.
E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço.”

Mateus 25:11-12

A vigilância das dez virgens

A parábola das dez virgens nos passa uma mensagem que realça a necessidade de termos uma vida de vigilância. Vigiar pois, é não deixar de
fazer o bem, ainda que não reconhecidos.

Vigiar é não deixar de amar o próximo e continuar a levar esta mensagem de perdão e reconciliação
entre Deus e os homens, através do seu filho Jesus.

“Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.”
Mateus 25:13

Sobre o autor | Website

Formado em Hebraico Bíblico, Geografia Bíblica, Novo Testamento, e Estudos do Apocalipse; é Especialista em Estudos da Bíblia, certificado pelo Institute of Biblical Studies da Universidade Hebraica de Jerusalém.

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